sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Grupo de Casagrande monta frente evangélica pró-Dilma

O senador Renato Casagrande (PSB), governador eleito do Espírito Santo, só deverá entrar na campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) na semana que vem, porque nesta ele tirou 'férias' para descansar do primeiro turno. Porém, o seu grupo político não ficou parado e articulou uma frente evangélica de apoio à petista.
O governador eleito tirou a folga logo depois de anunciar a sua equipe de transição, na semana passada. Ele viajou para fora do Estado com a família. A sua assessoria informou que ele só retomará as atividades na próxima semana. Na semana passada, ele já havia dito que o seu papel será de coordenação. 'Agora temos um papel de militância, de ir para as ruas. Vou cumprir o papel de liderança', disse, ao anunciar a equipe de transição.
Já o seu vice, Givaldo Vieira (PT), teve um agenda cheia esta semana. Ele teve diversas reuniões com mais de 70 lideranças evangélicas e conseguiu instituir o Comitê Evangélico Pró-Dilma no Espírito Santo

Em carta, Dilma assina compromisso contra o aborto

BRASÍLIA - Alvejada por mensagens na internet e cobrada por movimentos religiosos a se posicionar sobre temas como aborto e casamento entre homossexuais, a candidata à presidência pelo PT Dilma Rousseff, divulgou mensagem a religiosos, nesta sexta-feira, para tentar, nas palavras dela, 'pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos' espalhados pelos adversários. A mensagem foi entregue a parlamentares e líderes religiosos apoiadores da campanha petista para ser distribuído nas igrejas e cultos.
No texto, Dilma é enfática ao negar ser favorável ao aborto, mas evita entrar no debate sobre casamento entre homossexuais. Uma das cobranças feitas a ela na quarta-feira, em encontro com Evangélicos, era de que se comprometesse por escrito a não enviar ao Congresso projetos de lei que permitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A carta assinada por ela ontem, no entanto, faz promessas genéricas.
'Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País', afirma. Além da resistência de Dilma em assinar a carta, a avaliação da campanha é foi de que, ao se posicionar contra o casamento entre homossexuais, a candidata corre risco de perder mais votos do que ganhar.
'Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre assunto', continua Dilma, defensora, no passado, da descriminalização da prática e a discussão do tema como questão de saúde pública. 'Acho que tem de haver descriminalização do aborto. O fato de não ser regulamentado é uma questão de saúde pública. Não é uma questão de foro íntimo, não.', disse, em entrevista à Folha, em 2007.
Dilma Rousseff diz ainda que, se aprovado pelo Senado o projeto que torna crime a homofobia no País, sancionará apenas 'os artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil'. Este projeto tramita há nove anos no Congresso, e é rejeitado por movimentos religiosos pelo temor de que padres e pastores sejam punidos por fazerem sermões contra o homossexualismo.
A petista comenta ainda sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), o qual diz ser apenas 'uma carta de intenções'. Lançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva no fim do ano, o plano propõe, entre outras ações, a descriminalização do aborto e operação de troca de sexo em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). 'O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família', assegura Dilma.
Ela cita ainda como exemplo os projetos do governo Lula, Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família para afirmar que só editará lei e desenvolverá programas 'que tenham a família como foco principal'. 'Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas', afirma.
'Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós', continua a candidata, ao pedir apoio para 'deter a sórdida campanha de calúnias' que, segundo Dilma, está sendo orquestrada contra ela.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dilma visita santuário Nossa Senhora Aparecida no interior de São Paulo


APARECIDA (SP) - A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) assistiu nesta segunda-feira, 11, à missa no santuário Nossa Senhora Aparecida, que visitou pela primeira vez, embora - conforme disse em entrevista - seja devota de Nossa Senhora, especialmente Nossa Senhora Aparecida.

'Queria estar aqui em Aparecida por causa de um problema recente de minha vida, que prefiro não comentar', disse Dilma, referindo-se ao câncer que enfrentou recentemente. A candidata chegou a Aparecida de helicóptero, entrou na Basílica às 8h47 e ficou na primeira fileira, em uma área reservada diante do altar, sentada entre o chefe de gabinete pessoal do presidente, Gilberto Carvalho e o recém eleito deputado federal Gabriel Chalita (PSB), além de prefeitos e deputados da região.

Na coletiva após a missa, Dilma comentou o debate de domingo, 10, à noite, estranhando ter sido chamada de agressiva por alguns jornais, dizendo que o debate foi de alto nível e que ela aproveitou o encontro para cobrar do candidato José Serra (PSDB) a campanha da qual se sente vítima. Dilma considera normal esse embate da forma que foi porque são apenas dois candidatos num debate de duas horas.

A candidata deixou Aparecida logo depois com destino a Brasília onde participará de um comício em Ceilândia e gravará programas para o horário eleitoral.

domingo, 10 de outubro de 2010

Carta Aberta a Nação Brasileira

Na condição de Presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil – CNPB; Presidente Nacional das Assembléias de Deus Ministério de Madureira; de Deputado Federal e homem de Deus compromissado com a verdade, sinto-me no dever de respeitosamente esclarecer:
1) Com relação à boataria cruel e mentirosa que permeia os meios de comunicação, principalmente a internet com intuito irresponsável de difamar e plantar dúvidas concernente à candidatura de Dilma Rousseff, tenho a dizer que em momento algum a afirmação “nem Cristo impede ...”, saiu dos lábios da senhora Dilma Rousseff, sendo portanto, mera ficção e sórdida mentira da parte desses autores.
2) Em reunião no dia 24 de julho próximo passado, na Sede Nacional das Assembléias de Deus no Brasil em Brasilia-DF, na presença de mais de 3.000 (três mil) pastores e líderes de todos os Estados do Brasil e Distrito Federal e, com a participação de 14 denominações evangélicas mais representativas do segmento religioso do país foi firmado um compromisso público de que todos os temas que envolvam conceitos de fé e princípios ético-religiosos serão sempre de iniciativa do poder legislativo – Congresso Nacional – e nunca por iniciativa do poder executivo; sendo esta candidatura a única a se comprometer de forma expressa e pública com estes princípios. Afirmou inclusive a candidata Dilma Rousseff, ser defensora da valorização da vida, da família e dos seus conceitos fundamentais.
3) Portanto, tudo que passar disso é mera invenção e mentira de pessoas
descompromissadas com a verdade.
Reitero neste momento a nossa posição de apoio total e irreversível à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República Federativa do Brasil, com a certeza de que estamos no rumo certo do sucesso, do desenvolvimento, da melhoria de vida das pessoas, da valorização da família, dos princípios éticos cristãos, sendo estes inequivocamente a base para a vitória que todos queremos os quais são defendidos reiteradamente por Dilma Rousseff."
Atenciosamente,
Bispo Doutor Manoel Ferreira

Postado por Joeliton. FONTE:http://blogueirosdoad.blogspot.com/

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Virgílio teria afirmado que desistiria da política

A primeira reação do candidato derrotado por uma diferença de 0,9% de votos ao Senado por Amazonas, Artur Virgílio (PSDB), foi dizer que encerraria sua carreira política. 'Vou voltar à diplomacia', teria afirmado o senador a amigos na noite de ontem. O senador é diplomata de carreira no Itamaraty, licenciado desde 1988 para exercer cargos eletivos.
Na noite de ontem, o senador teria dito em entrevista a um jornal local que houve 'derrame de dinheiro' para eleger Vanessa (Grazziotin, do PCdoB)'. 'Tenho muita estima por ela (Vanessa), mas sei que ela não tem um pau para dar em gato', teria declarado o senador ao jornal.
Para Virgílio, ainda segundo a entrevista, a eleição da candidata seria um 'instrumento de rancor pessoal contra ele' por parte do campeão de votos ao Senado pelo Amazonas, Eduardo Braga (PMDB). Durante todo o dia, os telefones do senador estiveram desligados. Segundo sua assessoria, o senador estaria descansando por conta de um problema no joelho, que exigiria repouso nas últimas duas semanas, não realizado por conta da reta final da campanha. estadão.com.br,

Casagrande: 'Ganharemos tempo com Dilma vitoriosa'

O governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande, é o principal nome capixaba do PSB, um dos partidos da base governista. Ele assegurou apoio incondicional à candidata petista Dilma Roussef e afirmou que vai trabalhar no Espírito Santo por esta candidatura no segundo turno.
Segundo ele, a eleição de Dilma trará mais vantagens para o Estado, principalmente no que diz respeito às obras públicas. 'Se Dilma vencer, haverá continuidade de ações'. 'Ganharemos tempo com Dilma vitoriosa porque obras importantes estão engatilhadas', afirmou Casagrande. Porém, a vida de Casagrande como cabo eleitoral não será fácil.
Em terras capixabas, a eleição para presidente resultou em uma vitória apertada para a candidata petista: Dilma conquistou 37,25% dos votos válidos, o que corresponde a 717.417 votos, Serra obteve 35,44%, o que equivale a 685.590 votos, e Marina Silva (PV) recebeu 26,26% dos votos locais, ou seja, 505.734 votos. O trabalho de Casagrande é de convencer os eleitores verdes a votarem na petista para ampliar a vantagem apertada que tem no Estado contra o tucano.
Investimentos
Casagrande começará o seu governo com R$ 1 bilhão para investimentos já no orçamento de 2011. Em sua primeira entrevista como governador eleito, ele afirmou que vai fazer mais investimentos no sistema carcerário e concursos públicos para as polícias Civil e Militar e para as secretarias de Saúde e Educação.
A única condição assinalada para o lançamento dos editais dos concursos anunciados pelo governador eleito será a necessidade de manter as contas do governo capixaba em ordem. 'O equilíbrio fiscal será um dos princípios da administração do governo nos próximos quatro anos', assegurou.
Ele disse ainda que conversará com todos os deputados estaduais, porém adotou uma postura aberta ao comentar a relação entre executivo e legislativo capixaba nos próximos quatro anos. 'Tenho condição de dialogar com todos os 30 deputados estaduais'. 'A partir desse diálogo é que vamos tomar a decisão do melhor formato da relação com a Assembleia', disse.
Transição
Apesar dos planos para o futuro, Casagrande está trabalhando na montagem de uma equipe de transição. Uma das funções desta equipe será desenhar a estrutura organizacional do governo capixaba , mas não quis adiantar se poderá criar novas secretarias em seu governo. 'Essa equipe (de transição) vai me ajudar nesse processo de discussão', disse.
Segundo o governador eleito, a equipe de transição terá um 'perfil técnico, com capacidade política, comportamento ético e que atuará com transparência'. Ele garantiu que vai anunciar a composição desta equipe ainda esta semana. Casagrande ainda afirmou que o atual governador Paulo Hartung (PMDB) terá participação ativa no processo de transição, mas comentou que não há conversações para que ele faça parte de seu governo.
Hartung, quando foi votar na manhã de ontem, afirmou que só participaria do governo se fosse chamado. 'Terei um comportamento adequado de ex-governador, ajudarei quando for chamado, mas não serei palpiteiro', disse.

Base aliada quer atrair eleitores de Marina para Dilma

Reunidos em Brasília para mostrar a força política da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), senadores e governadores da base aliada recém-eleitos deixam claro a estratégia para o segundo turno das eleições. 'Temos que atrair os eleitores da Marina', disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo Lula no Senado.
O senador Cristovam Buarque (DF), reeleito pelo PDT, avalia que o resultado do primeiro turno sinaliza que a vontade do eleitor é de ter um próximo governo que continue no caminho do presidente Lula, mas que também traga algumas mudanças, como as propostas de preservação do meio ambiente, defendidas por Marina Silva (PV). 'O eleitor brasileiro deixou uma mensagem muito clara: a de que quer a continuidade com a Dilma, com as mudanças que a Marina trouxe', disse o senador. Segundo ele, um bom 'cupido' para atrair Marina podem ser os irmãos Jorge e Tião Vianna, petistas do Acre, velhos amigos de Marina Silva.
Ao comentar a ida de Dilma Rousseff ao segundo turno, a recém-eleita senadora pelo PT Marta Suplicy (SP) avaliou que foi Marina Silva quem teve êxito e não José Serra (PSDB). 'As pessoas não resolveram votar no Serra, foi na Marina, que é uma pessoa ética, do bem', disse. O ex-governador do Paraná Roberto Requião, eleito ontem senador pelo PMDB, disse ser amigo pessoal de Marina Silva e sugeriu que a campanha de Dilma incorpore as propostas da candidata verde no programa de governo de Dilma.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Lula é estrela do último dia de programa de Dilma na TV

No último dia de horário eleitoral gratuito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a estrela do programa da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. O presidente dialogou com a candidata de vários pontos do País e reforçou a ideia da continuidade. 'Com a Dilma, nada vai parar. Ela é a certeza de que o Brasil continuará mudando', reforçou o presidente.
A campanha da petista focou no tema 'mudança' e defendeu a manutenção dos projetos do atual governo para acabar com a miséria, garantir o pleno emprego, oferecer saúde e educação de qualidade, ampliar o poder aquisitivo e garantir o ingresso definitivo do Brasil entre as nações mais desenvolvidas. Dilma prometeu respeitar as liberdades individuais e as religiões, transformar o País em uma nação de classe média e 'aperfeiçoar o trabalho do presidente Lula'. 'Você, que acredita em mim, não tenha dúvida, vote em Dilma', disse Lula.
O presidenciável tucano José Serra encerrou sua campanha na TV da mesma forma em que começou, com imagens dele em família, cantarolando e lendo a Bíblia. 'Minha história de vida é limpa e íntegra', afirmou o candidato. O programa enumerou as principais promessas de Serra nesta campanha, como o salário mínimo de R$ 600, reajuste de 10% a aposentados e pensionistas, 400 quilômetros de linhas de metrô em todo o País e moradia para famílias pobres.
'Vou governar somando, e não dividindo', disse o candidato, ao prometer construir uma economia forte e um governo que proteja os mais fracos. A campanha tucana, que ganhou direito de resposta contra o PSTU, ocupou o espaço do partido e rebateu o que chamou de 'calúnias' contra Serra.
Marina Silva (PV) explorou na TV o crescimento nas últimas pesquisas de intenção de voto e a 'onda verde' que pode levá-la ao segundo turno. 'Vamos mostrar no segundo turno que ninguém pode contra a voz do povo', pediu a candidata.
Já o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, despediu-se dos eleitores e aproveitou para pedir votos. 'Quero de você o seu voto e o seu apoio amanhã', disse. Ivan Pinheiro (PCB) disse que continuará ao lado dos cidadãos 'nas lutas por um Brasil mais justo'. Rui Costa Pimenta (PCO) protestou contra a 'falta de democracia' nas eleições. José Maria Eymael (PSDC) e Levy Fidelix (PRTB) se limitaram a agradecer o apoio dos eleitores

CGU blinda Erenice Guerra às vésperas da eleição

BRASÍLIA - A três dias das eleições, a Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou a conclusão de auditorias em contratos mencionados no escândalo que derrubou Erenice Guerra da chefia da Casa Civil. O resultado da CGU blinda Erenice, não aprofunda o tráfico de influência de seus parentes, e não aponta qualquer indício de ligação dela com os episódios investigados. No máximo, admite que ela já foi sócia de um escritório contratado pelo governo.

As auditorias da CGU começaram no dia 14 de setembro a pedido do presidente Lula em meio ao movimento para dar respostas políticas durante o escândalo que levou à queda do braço-direito da ex-ministra e presidenciável Dilma Rousseff (PT). Em apenas duas semanas e às vésperas da eleição, o órgão do governo apresentou seus principais resultados, favoráveis para Erenice.

Para a CGU, o episódio que culminou com a queda da ex-ministra não teve qualquer irregularidade contratual. O empresário Rubnei Quicoli acusa integrantes da Casa Civil de tentarem intermediar o pedido de financiamento - para um projeto de usina solar - feito pela empresa ERDB ao BNDES. A CGU não aborda isso e explica: 'A CGU concluiu que o pleito de financiamento teve o tratamento técnico previsto nas normas internas do BNDES e que o mesmo não foi aprovado por não atender aos requisitos exigidos pelos normativos internos daquela instituição financeira'.

Segundo a controladoria, não houve também qualquer irregularidade na compra do remédio Tamiflu, no ano passado. De acordo com a revista Veja, Vinicius Castro, ex-assessor da Casa Civil, recebeu R$ 200 mil de propina pela compra do medicamento. A CGU também afirma que não houve falhas nas multas aplicadas à Matra Mineração, empresa ligada ao marido de Erenice.

A CGU investigou ainda a contratação - revelada pelo Estado - do escritório Trajano e Silva Associados pela Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Uma irmã de Erenice, Maria Euriza, era funcionária do órgão e autorizou, em agosto de 2009, a contratação, sem licitação, do escritório, cujo um dos sócios era um irmão delas, Antônio Alves Carvalho. A CGU afirma que ele entrou oficialmente na sociedade só em novembro. Só que o advogado Márcio Silva, um dos sócios do escritório, informara por escrito ao Estado que o irmão de Erenice era sócio desde fevereiro do ano passado. Márcio Silva, aliás, é o advogado de campanha de Dilma.

A CGU revela que a própria Erenice já foi do quadro societário dessa banca. a auditoria admite falhas no processo de contratação sem licitação, mas minimiza o episódio, fazendo apenas recomendações. 'A CGU está recomendando à EPE maior cuidado e precisão no enquadramento das hipóteses de inexigibilidade de licitações e recomendando que a empresa fundamente suas futuras contratações com base em amplas pesquisas de preço'. Segundo a CGU, todos os relatórios serão enviados à Polícia Federal.

A auditoria da CGU aponta problemas num contrato entre o Ministério das Cidades e a Fundação da Universidade de Brasília (FUB), que teria o envolvimento de José Euricélio Alves de Carvalho, irmão de Erenice. Diz que há irregularidades de R$ 2,1 milhões pelo pagamento de um produto que não atendeu à demanda do ministério. A CGU, porém, não diz que o irmão de Erenice seria o culpado direto por isso. Faz somente uma ressalva: 'O que se tem até o momento é constatação de que ele foi assessor na Secretaria Nacional de Transportes e Mobilidade Urbana (Semob) do Ministério das Cidades, e contratado pela Editora UnB, em períodos próximos e seguidos, na época dos fatos', diz.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Em dia de popstar, Lula usa discurso para autoelogios



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viveu, na manhã desta quarta-feira, 29, um momento de popstar. Ao participar da cerimônia de comemoração dos 60 anos da Refinaria Landulpho Alves, a mais antiga do País, em São Francisco do Conde, Recôncavo Baiano, Lula autografou macacões e capacetes de funcionários da empresa, tirou dezenas de fotos com os operários e, em discurso para eles, não poupou autoelogios.
'O (presidente dos Estados Unidos, Barack) Obama falou que eu era 'o cara' há dois anos e nem conhecia as pesquisas (de popularidade) que estão saindo agora', argumentou. 'Se ele soubesse, ele ia falar: 'pô, não é que esse cara é 'o cara do cara'?' Lula também disse ter saído na capa de 'umas quatro revistas francesas' esta semana, 'todas falando bem'.
Enquanto discursava, lendo um texto, a plateia pedia para que ele chegasse mais perto, para fotografar. 'Deixe-me terminar esta parte aqui que eu caio nos braços de vocês', respondeu o presidente - que depois cumpriu a promessa e foi receber os afagos dos fãs, antes de seguir, de helicóptero, para o Palácio de Ondina, residência oficial do governador Jaques Wagner (PT), com quem almoçou.
À tarde, Lula participa da inauguração de um complexo de viadutos em Salvador, feitos com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), antes de seguir para Aracaju (SE